Aparecida deve endurecer quarentena com base na ocupação de leitos de UTI

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Segundo o prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB), que autorizou, por meio de comitê, a reabertura de cerca de 82% do comércio em meio à pandemia do coronavírus, a regra principal para um possível endurecimento tem relação com a taxa de ocupação dos leitos de UTI. O gestor, que se reuniu nesta segunda-feira (4), com o secretário de Estado de Saúde Ismael Alexandrino, disse que a taxa para um lock down (fechamento total, exceto os essenciais), por exemplo, é de 70% dos leitos ocupados.

Nosso termômetro é a taxa de ocupação dos leitos [de UTI destinados a Covid-19]. Hoje Aparecida só tem 9% [9,3%] dos leitos ocupados. Mas se tivermos um grande número de casos pode ser revisto”, informou o gestor sobre possíveis mudanças nas próximas duas semanas, durante coletiva virtual no começo da noite desta segunda. Segundo Mendanha, apesar da liberação, o comércio funciona de forma escalonada e com todas as recomendações do Ministério da Saúde.

Gustavo Mendanha revelou, ainda, que está nos planos da prefeitura realizar uma pesquisa por amostragem na cidade, de 15 em 15 dias, para entender o comportamento da doença. O inquérito sorológico, conforme explicado, será feito em todas as regiões da cidade, aleatoriamente, por meio de 1.200 testes. É possível que a medida comece ainda esta semana.

Reunião

Gustavo Mendanha expôs, ainda, alguns dados de seu encontro com o secretário de Saúde. Segundo ele, em Aparecida, 61% dos casos estão relacionados a profissionais de saúde. “Dos 62 casos que temos, 38 são profissionais da saúde”, revelou com base em planilha do dia 2 de maio.

Além disso, ele expôs que o município irá adquirir 120 mil máscaras para distribuir para as pessoas mais carentes. Apesar disso, existe a recomendação, mas não a sanção em lei pelo ausência do uso destas.

O prefeito ainda fez questão de ressaltar algumas medidas que o município tem tomado neste momento, como aquisição de termômetros infravermelho; contratação de 700 profissionais da saúde (acréscimo de 23% no segmento); ampliação de testagem; diminuição alíquota de ISS das atividades afetadas; prorrogação do IPTU, reabertura do restaurante popular, etc. “Temos feito o nosso dever de casa.”

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