Homem que morreu na porta do HCamp tinha miastenia grave

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O homem de 27 anos que morreu antes de dar entrada no Hospital de Campanha para o Enfrentamento ao Coronavírus de Goiás (HCamp), em Goiânia, na noite de sábado (28), tinha um quadro de miastenia grave, uma doença que leva a um quadro de enfraquecimento muscular, e segundo as secretarias municipais de Saúde tanto de Águas Lindas, onde ele reside, como da cidade de Goiás, onde ele ficou internado antes de ir para o HCamp, afirmam que ele não apresentava sintomas do novo coronavírus.

O paciente estava internado na UTI do Hospital São Jorge, na cidade de Goiás, e foi trazido para a capital em uma ambulância do Samu, que constatou a morte dele às 22 horas.

O titular da Saúde na cidade de Goiás, João Batista Neto, disse que o quadro do paciente, que estava internado na UTI do Hospital São Pedro se agravou a tal ponto que precisou solicitar via regulação feita pelo governo estadual um atendimento especializado em Goiânia e que a vaga ofertada foi a do HCamp mesmo, segundo ele, o rapaz não tendo sintomas que enquadrassem o caso como o novo coronavírus.

A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) informou que o HCamp é a unidade de referência para os casos de novo coronavírus e outras síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) e que o paciente internado no Hospital São Pedro apresentava “sinais e sintomas de SRAG, sendo enquadrado nos casos aceitos pela unidade de saúde.

“A pessoa já chegou ao hospital sem vida e a causa da morte ainda não foi definida. O caso segue em investigação, inclusive com coleta de material que foi encaminhado para o Lacen-GO”, informou a assessoria da secretaria por meio de nota.

Ao todo, desde a inauguração do HCamp, na última quinta-feira (26), já passaram 17 pacientes pela unidade, sendo que 5 já tiveram alta e estão em isolamento domiciliar e um foi transferido para a Santa Casa de Goiânia por se tratar de um caso de insuficiência cardíaca congestiva (ICC). O outro paciente – que é do interior do Estado e seria transferido ainda neste domingo – sofre com doença pulmonar crônica obstrutiva (DPCO). Nas duas situações de transferência, segundo a assessoria do hospital, o quadro clínico é considerado estável.

Ainda sobre a forma como os pacientes são encaminhados para o HCamp, a SES-GO informou que um profissional da saúde “recebe a solicitação via sistema de regulação estadual e avalia os critérios clínicos para encaminhamento dos pacientes para a unidade”.

Quando não se encaixa no perfil do hospital, o paciente é encaminhado para outras unidades da rede estadual de Saúde. E mesmo as solicitações levadas ao HCamp também são avaliadas por médicos infectologistas e intensivistas que orientam se o perfil do caso se enquadra no atendido pela a unidade. Até o momento nenhum dos casos atendidos no HCamp é confirmado do novo coronavírus e aguardam os testes feitos no Lacen-GO.

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