Sintomas do coronavírus: quais os novos sinais de Covid-19 que as autoridades americanas acrescentaram à lista

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Desde o primeiro caso notificado na atual pandemia de coronavírus, em dezembro, na China, os principais sintomas atribuídos à doença Covid-19 são tosse seca persistente, febre e cansaço.

No entanto, ao longo dos meses e com a rápida propagação do vírus, que já atingiu mais de 3 milhões de pessoas, surgiram diversos outros sinais associados à enfermidade.

Em razão das observações feitas por médicos de diversos países e de um número elevado de estudos internacionais recentes (a maioria ainda sem revisão crítica de pares acadêmicos), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos decidiu incluir seis novos sintomas na lista que se atribui à Covid-19.

Além dos conhecidos tosse, febre e fadiga, o CDC apontou:

  • tremores e calafrios que não somem
  • dor muscular
  • dor de cabeça
  • dor de garganta
  • perda recente de olfato ou paladar

Esses sintomas, não necessariamente todos, mas uma combinação deles, podem se manifestar entre 2 e 14 dias depois de a pessoa contrair o vírus, afirmou o CDC.

Aumentar essa lista de sinais, dizem especialistas, servirá para determinar quais pessoas precisam ser testadas para identificar se têm ou não o vírus, e também para entender melhor quando alguém deve se isolar por suspeita de infecção da Covid-19.

OMS mantém lista

Até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não fez mudanças em sua lista de sintomas.

A instituição destaca que febre, tosse seca e fadiga são as principais formas em que a enfermidade se manifesta, e alguns pacientes podem desenvolver também dores no corpo, congestão nasal, dor de garganta ou diarreia.

O site da OMS acrescenta que esses sintomas são geralmente leves e se desenvolvem de forma gradual.

Embora a descrição dos sintomas seja diferente entre a OMS e o CDC americano, ambas concordam em quando procurar ajuda médica de emergência.

Dizem que isso deve ser feito quando o paciente tem dificuldade em respirar ou sentir pressão ou dor no peito.

O que fazer se estiver com os sintomas?

A recomendação do Ministério da Saúde é que qualquer um que apresente sintomas de gripe fique em isolamento domiciliar por 14 dias e só procure o hospital se o quadro piorar, se houver dificuldade de respirar.

Lá, os médicos vão auscultá-lo, checar sua oxigenação sanguínea, para avaliar se ela está dentro dos parâmetros de normalidade, e eventualmente fazer uma tomografia dos pulmões, para avaliar se há algum tipo de comprometimento.

Coronavírus já infectou mais de 3 milhões de pessoas — Foto: Getty Images via BBC
Coronavírus já infectou mais de 3 milhões de pessoas — Foto: Getty Images via BBC

Dependendo do resultado, se confirmado um quadro de pneumonia, por exemplo, os médicos podem optar pela internação.

O médico pneumologista Fernando Didier, do HCor, faz uma recomendação: o ideal, para quem apresenta sintomas leves, é tentar administrá-los em casa, repousando, tomando bastante líquido.

Procure as unidades básicas se não tiver alívio dos sintomas.

Se o diagnóstico de Covid-19 for confirmado, o Ministério da Saúde orienta que o paciente deve ser isolado dos demais moradores da casa.

Recomendação do Ministério da Saúde é procurar o hospital só o quadro de saúde piorar, com dificuldade de respirar. — Foto: Getty Images via BBC
Recomendação do Ministério da Saúde é procurar o hospital só o quadro de saúde piorar, com dificuldade de respirar. — Foto: Getty Images via BBC

Isso vale também para os casos suspeitos, já que no Brasil há uma escassez de testes, e muitos casos leves não estão sendo diagnosticados.

O ideal é que a família tome todas as precauções para evitar que outras pessoas que dividem o mesmo espaço fiquem doentes. Assim, a pessoa com sintomas deve transitar pelos espaços compartilhados de máscara e evitar partilhar utensílios domésticos — talheres, copos, toalha, cadeiras.

Ela deveria ainda dormir em um quarto separado, com boa ventilação, que fique com a porta fechada.

Para milhões de brasileiros, entretanto, não é algo simples seguir essas recomendações, seja porque dividem o imóvel com muitos parentes ou porque vivem em uma casa de um cômodo só.

E é aí que as medidas de prevenção se tornam ainda mais importantes: lavar as mãos com frequência, evitar levá-las aos olhos, nariz e boca, usar o álcool gel para higienizar as mãos quando não for possível lavá-las e manter as superfícies da casa limpas.

Na maioria dos casos, o corpo consegue lutar contra o novo coronavírus, e a recuperação acontece sem a necessidade de tratamento específico.

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G1

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